E que tudo mais va pro inferno! Estrelas de Fevereiro Flutuando no Escuro...
sing out this song and i'll be there by your side

Seja Bem Vindo Ao Odisseu


Desvenda-me ou te devoro

Eu Vejo...
Evangelion - Death and Rebirth

Eu Ouço...
Ewan McGregor

Eu Leio...
Vinícius de Moraes

Posts
domingo, setembro 01, 2002
- Prólogo -

Eu precisava dizer isso!
Depois de encontros insólitos com figuras como Marlon&Michael e CRUJ, essa foi a vez de outra grande celebridade: Arnaldo Jabor.
Meu bloquinho de autógrafos já está mais preenchido que meu caderno da faculdade. =D

E outra coisa. Eu adoro camas elásticas! É adoro mesmo. Eu gosto de pula-pulas também, mas está cada vez mais difícil entrar em um. De qualquer forma. Quando a revolução chegar será mais importantes construir camas elásticas que carros. Viva la Revolucion!!

:: Teológica ::

O Pedro nega o livre arbítrio divino alegando que ele é invalidado pelo juízo final. Ele está certo e errado ao mesmo tempo. Isso porque "livre arbítrio" não se refere ao conceito amplo de liberdade usado, mas sim ao caso específico da liberdade de ação imediata. É como se ele dissesse que o governo não permite um livre arbítrio às pessoas porque ele pode puni-las de acordo com suas ações. Deus não impede que o pecado seja feito, não controla nossas ações. Enfim, permite que escolhemos o Céu ou Inferno. No entanto isso é apenas parte da verdade. Se parássemos por aí Raoul Vaneigem teria razão: "O Deus católico dispõe-se a conceder liberdade verdadeira, mas à maneira dos penhoristas, só como empréstimo. Ele brinca de gato e rato com os homens até o juízo final, quando os devora". Porém, o juízo final julga ações, obras, e o que leva a salvação é a fé. É o que leva João a dizer "os que tem fé não serão julgados, o que não tem já estão julgados". É importante lembrar que fé não deve ser entendida como crença cega, o sentido pejorativo que acabou impregnando a palavra, mas como um contato íntimo com Deus e o processo dinâmico e vivido da busca pela verdade, e não como algo estático e passivo. Jesus é bem claro. Qual é o maior dos mandamentos? Amar Deus sobre todas as coisas. E o segundo é amor aos outros como a si mesmo. E disso depende toda a Lei e os profetas. Na verdade, todos os mandamentos são só um desenrolar desses dois, considerações sobre o amor a Deus e o amor ao próximo em situações específicas. De fato, o amor ao próximo é também uma consequência do amor ao Deus. Tendo isso em mente é possível compreender os Irmãos do Espírito Livre quando eles dizem: "É possível estar de tal modo unido a Deus que, o que quer quse faça, não se pode pecar. Pertenço à liberdade da Natureza e satisfaço todos os desejos da minha natureza. O homem livre tem toda a razão de fazer tudo aquilo que lhe proporciona prazer." O único pecado é deixar de amar. Cristo fala, "todas as ofensas serão perdoadas, menos a ofensa ao Espírito Santo". Ofender ao Espírito Santo é recusar a glória de Deus. Em Deus não pode haver pecado. Por isso Paulo afirma "todas as coisas são puras aos puros", e mais ainda "tudo é permitido, mas nem tudo convém". É preciso saber de tudo isso para entender que Céu e Inferno não se refere especificamente a recompensa e punição. O Céu não é o presente dado àquele que de bom grado ao que demonstra submissão em vida, mas a realização plena do contato com Deus que já se começa em vida, de certo modo já estamos no "Céu" só que nossa visão é limitada pelas limitações inerentes a matéira. Paulo, "agora vejo em parte...". Como Jesus fala: "o Reino de Deus está em Vós". E o Inferno é a eternidade com a consciência da glória de Deus, de estar apartado dela. O que implica que os novos céus e novas terras serão um prolongamento natural do que já vivemos, a realização de nosso relacionamento com Deus.
*
Se você não for votar no Lula, por favor, vote em Ninguém. Ninguém é o presidente ideal para o nosso país. Ninguém é o representante autêntico da verdade esquerda revolucionária. Ninguém vai mudar o Brasil. Porque Ninguém realmente tem boas propostas. Simplesmente Ninguém é perfeito. Tenho fé que um dia Ninguém nos governará.
Mas nessas eleições... Ninguém é melhor que o Lula.

Ninguém é de partido nenhum. Visita a página: www.partidonenhum.hpg.com.br
O PN (Partido Nenhum) está nessa com o PA (Partido Anarquista) e o PAP (Partido Anarco-primitivista) para eleger Ninguém.
*
A história toda da Democracia Burguesa é essa: Um negão te se sequestra no meio da rua. Logo depois você se vê amarrado pelas mão e pelos pés de bruços em uma cama. Ele lhe injeta uma substância para inibir seu tonos isfincteriano anal. Aí gentielmente lança a pergunta: Com cuspe ou sem cuspe?
*
" alguns homens anseiam pela revolução, mas quando você se revolta e constitui seu novo governo você descobre que seu novo governo é ainda o velho paipai de sempre, tendo apenas colocado uma nova máscara de papelão."
Charles Bukowski

Lachelnd sheidet der Tyran
Denn er weiss, nach seinem Tode
Wechselt Willkur nur die Hande
Und die Knechtaschaft

Nas ruas da França, em Maio de 68:
"O sonho é realidade"
"As reservas impostas ao prazer, excitam o prazer de viver sem reservas."
"Tenho algo a dizer, mas não sei o que"
"O poder abusa. O poder absoluto abusa absolutamente"
"Nós somos ratos (talvez) e mordemos"
"Não me libertem, eu encarrego-me disso."
"A poesia está na rua"
"Gozem sem entraves. Fodam sem cenouras"
"É proibido proibir"
"Sejamos realistas, exijamos o impossível"
"Abramos as portas dos asilos, das prisões, e outras Faculdades"
"Todo o poder à imaginação"
"Tudo é possível"
"Não reivindicaremos nada. Não pediremos nada. Conquistaremos. Ocuparemos."
"A arte morreu. Não consumam o seu cadáver!"
"O Poder tinha as Universidades;
Os estudantes tomaram-nas.
O Poder tinha as fábricas;
Os trabalhadores tomaram-nas.
O Poder tinha a ORTF;
Os jornalistas tomaram-na.
O Poder tem o Poder;
Tomemo-lo."
"A vida está alhures."
*
O Punk nasceu nos bairros negros, nas vielas pobres da periferia, pelos filhos da "class work". Não tinha pretensões políticas, e justamente por isso foi um dos fenômenos mais políticos do século. Eram só jovens revoltados, deliquentes juvenis, apenas gritando e cuspindo enfurecidamente contra o tédio da sociedade capitalista. TÉDIO! Derrubaram o racismo, o sexismo, o homofobismo, derrubaram a barreira entre produtores de música e consumidores de música. Os sociólogos, impotentes, especularam a morte da arte por décadas, os punks foram lá e fizeram. Por fim, foram vencidos pela própria caricatura. Na sociedade do espetáculo até o que é anti-sistema vira moda.
*
Como algumas pessoas que escrevem nesse blog flertam de leve com o niilismo vou citar alguns trechos do capítulo "A Recusa Inconsequente" do livro "A arte de Vive para as novas gerações" de Raoul Vaneigem:
"Quando o homem do ressentimento toma consciência da decomposição espetacular, torna-se niilista. O niilismo ativo é pré-revolucionário. Não existe consciência da necessidade da superação sem consciência da decomposição. Os delinquentes juvenis são dos herdeiros legítimos de Dada."
"De agora em diante, para elaborar uma coletividade harmoniosa, a teoria revolucionária deverá se basear não mais no comunitarismo, mas na subjetividade, nos casos específicos, na experiência vivida pessoal."
"A nova onda insurrecional agrega jovens que se mantiveram afastados da política especializada, seja de direita ou de esquerda, ou que por ela passaram brevemente, por um errro de avaliação ou por uma ignorancia desculpáveis. No maremoto niilista, todos os rios se confundem. Só o que importa é o que está além dessa confusão. A revolução cotidiana será a revolução daqueles que, ao reencontrar com maior ou menor facilidade os germes da realização total conservados, contrariados, dissimulados nas ideologias de qualquer gênero, imediatamente deixarem de ser mistificados e mistificadores."
"Queimemos o facismo, mas deixemos a mesma chama destrutiva queimar todas as ideologias, sem exceção, e os seus servos."
"O homem do ressentimento é um revolucionário em potencial, mas o desenvolvimento dessa potencialidade passa obrigatoriamente por uma tomada de consciência larvar: o homem do ressentimento torna-se niilista."
"O que é niilismo? Rosanov responde perfeitamente à pergunta quando escreve: 'A representação terminou. O público se levanta. É tempo de enfiar o casaco e voltar para casa. Ao se virar, já não existe mais casaco... nem casa."
"O niilista passivo se compromete com a própria lucidez em relação ao colapso de valores. Ele executa o gesto niilista final: escolhe deliberadamente, ou muitas vezes de forma interesseira, que "causa" defender... pelo bem da Arte."
"Aliás, o niilismo nunca é mais que uma passagem, um lugar de ambiguidades, uma oscilação na qual um dos pólos leva à submissão servil e o outro à insurreição permanente. Entre os dois, está o no man´s land, o terreno baldio do suicida ou do assassino solitário..."
"A recusa absoluta do social pelo indivíduo é neste caso uma resposta à recusa absoluta do indivíduo pelo social. Não reside aí o momento fixo, o ponto de equilibrio da inversão de perspectiva, o lugar exato onde o movimento não mais existe, nem a dialética, nem o tempo? O meridiano e eternidade da grande recusa."
"Ao niilista falta a consciência do niilismo dos outros. E o niilismo dos outros é agora um fator histórico em ação. Falta ao niilismo a consciência da possibilidade de superação. Contudo, o atual reino da sobrevivência, no qual o tanto que se fala de progresso expressa acima de tudo o desespero de progredir, é ele próprio produto da história, é ele próprio o resultado de todos os abandonos do humano que têm ocorrido ao longo do séculos."
"A superação, quer dizer, a revolução da vida cotidiana, irá consistir em retomar os núcleos de radicalismo abandonados e em reforçá-los com a inédita violência do ressentimento. A explosão em cadeia da criatividade subterrânea deve inverte a perspectiva do poder. Os niilista são, em última análise, os nossos único aliados!"
"Niilistas, diria Sade, um esforço mais e sereis revolucionários!"

*

"A alienação do espectador em proveito do objeto contemplado (que é o resultado de sua própria atividade inconsciente) é expressada do seguinte modo: quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos entende sua própria existência e seus próprios desejos. A externalidade do espetáculo em relação ao homem ativo surge no fato de que seus próprios gestos não são mais dele, mas de outro, que os representa para ele. É por isso que o espectador não se sente à vontade em parte alguma, porque o espetáculo está por toda a parte."
Guy Debord (A sociedade do Espetáculo)

É engraçado ver Debord e os Situacionistas serem comentados como críticos culturais, em artigos que falam mal dos reality shows. Eles eram a vanguarda artística de um movimento anti-capitalista! No que eles são citados parecendo estar se referindo aos big brothers e casas dos artístas de hoje, eles estavam falando da sociedade do consumo. A ironia se mantém. A sua maneira caricata e estilizada, os reality shows são um microcosmos da sociedade capitalista. Do mesmo modo que a sociedade capitalista não é nada mais que um grande reality show. A baixa qualidade na programação da televisão pode ter alguma mínima importância. Mais alarmante, porém, é a baixa qualidade de nossas vidas.

Acho que agora é fim mesmo








Postado por Ataliba em 14:15

sexta-feira, agosto 30, 2002
Eu estou com uma sensação estranha. Um horrível sentimento de ciclo acabado. Como se tivesse se encerrado uma etapa da minha vida. Não sei porque isso, nunca pensei sobre "etapas da vida" e instintivamente deixava escapar sorrisos zombeteiros de desprezo puro; "alguma baboseira tirada de livros de auto-ajuda ou de revistas 'teenagers'". Ainda acredito nisso, o que não me ajuda em nada na tentativa de afastar a sensação. Nada de novo aconteceu, nem uma novidade, nem tenho perspectiva nenhuma de que algo interessante irá acontecer em breve. Sem perspectivas. Mas a sensação permanece. Sinceramente não sei o que vou fazer em relação a isso. A minha velha tática de deitar e esperar passar não está surtindo efeito algum dessa vez. Acho que vou deitar e esperar passar, pelo menos por algum tempo. Nada de novo. Nada de novo. O Arquivo X acabou, 'Q, o caçador de hereges' também, mas nada de novo. Nada de realmente excitante, nada marcante. Nada de novo. Sem perspectivas. Bem, se as 'etapas da vida' possuem alguma conexão com a realidade, se os ciclos são de alguma forma tangíveis e guardam alguma consistência... bem, então acho que um ciclo se fechou mesmo, eu sinto isso; e ao que me parece, se algo tivesse acabado, a única maneira de eu saber seria sentindo. Pois bem. Nada de novo. Agora é só deitar e esperar.
Hhaaa!! Senti outra coisa também. Nessa nova "étapa" não há muito espaço para esse blog. Eu não vou mais escrever aqui. O que de certa forma é uma pena, porque eu até gostava, era o único lugar onde eu podia desaguar meus riachinhos de besteiras, o último onde eu era aceito. É uma pena também porque tinha as séries que agora serao interrompidas, "momentos tostines", "aristolfo de olinda prado", e mais as que realmente eram programadas para ter fim, "o ovo ou a galinha", "utopias vazias"; sem contar com as que eu ainda estava planejando, "platypus tales", "provocações". Enfim, foi bom ter participado desse espaço literário. Ainda mais com o Pedro e com a Mary. Só mais um último post. E vai ser longo! Lê quem quer.

:: Com três já é? ::

Qual o número mínimo que determina a existência de uma fila? A partir de quantas pessoas já se pode dizer que há uma fila constituída? Uma pessoa já é uma fila? Então cada um de nós é uma fila ambulantes? Fazemos filas encostados na parade, sentados ao redor de uma mesa, esperando ser atendido em um fast food? Os questionamentos são insistentes, e não conheci nenhuma pessoa que tenha dado uma resposta definitiva. Provavelmente porque é algo que não importa; é totalmente irrelevante chamar ou não de fila, e, além do mais, filas são muito chatas. É por isso que a discussão sempre desvia para um assunto paralelo. Surubas. E é isso que nos interessa!

A partir de quantas pessoas se faz uma suruba? A opinião predominante que já é suruba acima de duas pessoas. Outros contestam argumentando que aí seria um menage a trois, e que suruba, dessa forma, ficaria para ajuntamentos sexuais de no mínimo quatro participantes. Os partidários do trio respondem que o menage não seria nada mais que um subconjunto do universo surubático que receberia uma denominação própria apenas porque é a forma mais popular. Já uma terceira escola se opõe ao pressuposto teórico fundamental das duas anteriores, que para eles é demasiado materialista. Nessa visão mais subjetiva a suruba se relacionaria com o cárater qualitativo, e não quantitativo (o único levado em conta nas análises mais vulgares) do ato. Portanto, apenas um indivíduo já poderia se constituir em uma verdadeira suruba, desde que praticasse o auto-amor de uma forma extremamente apaixonada. A suruba seria definidade então pela intensidade, e não por número de participantes. Essa escola chega a propor uma nova nomenclatura da suruba. Para eles, a expressão canônica da suruba seria a envolvendo dois amantes, de modo que eles propõem que o nome mais apropriado seria biruba, o que refletiria com mais vigor a noção de intensidade. Daí as modificações ocorreriam com a adição se prefixos: monobiruba, dibiruba, tribiruba, oligobiru (de três a dez surubantes, ou birubantes), polibiruba (onze ou mais birubantes). O que se expressa como um consenso comum entre as três posições clássicas dos especialistas é que suruba não é várias pessoas fazendo sexo. Não! A suruba pressupõe que todos os surubantes estejam tomando parte de uma única entidade. Ou seja, várias pessoas apenas não constitui uma suruba, é necessário que haja um envolvimento social em apenas um ato unitário, por mais extenso que ele seja, ou que ao menos, os parceiros sejam intercambiáveis, mas aqui alguns especialistas prepeferem a denominação de bacanal. Há então a distinção ente sexo grupal, no qual o ato não é fragmentário, o grupo inteiro está envolvido na mesma atividade específica, e o sexo coletivo, onde há apenas interesses comuns, uma agremiação não una (coletivo relaciona-se com a supressão da propriedade, o que marca o sexo coletivo é a intercambialidade dos parceiros, "ninguém é de ninguém"). Hoje o pêndulo se desloca um pouco para a posição relativamente esotérica dos inovadores da biruba. Problemas conceituais tem afetado de tal forma o projeto das duas escolas mais reacionárias que uma óbvia contradição paradigmática está em andamento. Notou-se que um indivíduo pode simular atos de outros, e que, da boca ao dedão do pé, são inúmeras as zonas erógenas com o potencial de empregar (receber/fornecer) prazer erotico-sensual, de modo que o modelo básico de uma suruba pode ser realizado por um casal. Problemáticas linguísticas geralmente tendem a favorecer as concepções mais amplas, delimitar fronteiras onde não há qualquer limite visível é uma árdua tarefa que nem todos se propõem a fazer. Se esse for o caso, devemos esperar que em breve a biruba esteja na boca do povo!

:: O ovo ou a galinha ::
-o ovo, historicamente:

A resposta mais comum é justamente essa: o ovo, já que ele supostamente teria existido antes da galinha. Acredita-se hoje que os primeiros animais capazes de por ovos surgiram por volta de 340 milhões de anos atrás, e se pareciam bastante com os primeiros tetrápodas. De fato, os fósseis dos seres de quatro membros são bem mais parecidos com os de répteis modernos do que com os de anfíbios modernos. O seymouria seria teoricamente o organismo réptil que mais guarda parentesco evolutivo com os anfíbios primitivos, mas ele só aparece na coluna geológica depois dos répteis mais típicos. No entanto, quando esse ovo apareceu ele não era, definitivamente, um ovo de galinha! Aliás, não temos nem como saber se o ovo da galinha e o ovo dos amniotas primitivos eram a mesma coisa, de fato eles tinham a mesma função e suas morfologias externas possuiam várias semelhanças, mas o que se sabe é que um é ovo de galinha, o outro não. O que poderiamos arriscar é pressupor uma continuidade evolutiva entre a galinha e o seymouria, mas isso não é mais do que pressupor, nunca de fato ninguém viu um lagarto se transformando em uma ave. O ovo da galinha e dos reptéis podem ter origens completamente diferentes. E além disso, é possível determinar onde começaria o ovo de galinha e terminaria o réptil? Se aceitarmos essa relação filogenética, então a resposta do ovo só pode ser correta se um lagarto por um ovo de galinha (já que a questão "quem veio primeiro: o ovo ou a galinha" deixa implícito que o que nos interessa é o ovo da galinha). Curiosamente algo semelhante já foi proposto como idéia evolutiva, mas justamente ao contrário. Goldsmichdt, geneticista do começo do século, propôs o modelo de que evolução sensível ocorre em macro eventos, com o aparecimento relativamente repentino de "monstros esperançosos", um dinossauro botaria um ovo e um pássaro sairia voando dele. Ao longo de todo o século passado, idéias pontuacionistas entrariam e sairiam de moda, de acordo com o temperamento dos biólogos evolucionistas.
A série "O ovo ou a galinha" era dedicada à Mariana, por me fazer sentir vivo quanto eu estava morto... de sono. =P
Não continua...

:: Algumas palavras finais sobre a revolução ::

Eu ODEIO a revolução dos dirigentes, dos partidos, dos sindicatos, das igrejas, dos burocratas, dos golpistas, dos liberais, dos stalinistas, das ideologias. As revoluções que já tem data para acabar, e carregam consigo o germe contra-revolucionário, que se desenvolve impiedosamente assim que toca o poder.

Não se pode sacrificar a liberdade pelo bem da revolução porque a revolução É a liberdade.

Na verdade, não se pode sacrificar nada em nome da revolução. A revolução é justamente o movimento do amor a vida em busca da superação do sacrifício. A revolução se faz todos os dias, apesar dos especialistas da revolução e em oposição a eles: uma revolução sem nome, como tudo aquilo que pertence à experiência vivida.

Nenhum Estado pode atender ao interesse público. Simplesmente porque não há um interesse público, assim como nada há coisas como "massas", "classes" etc... O que há são interesses privados. Os interesses privados particulares formam algo que se poderia chamar de interesse coletivo. Do encontro dos interesses privados particulares e interesses privados coletivos dá-se a socialização.

As teorias revolucionárias não são irreais por serem radicais. A única coisa que as confere consistência é a crítica radical. Marx:
"A teoria se torna uma força material quanto penetra nas massas. A teoria é capaz de penetrar nas massas quando faz demonstrações ad hominem e faz demonstrações ad hominem quando se torna radical. Ser radical é tomar as coisas pela raiz. E a raiz do homem é o próprio homem."

Tiago, o chamado irmão de Jesus, já dizia: a fé sem obras é morta. Eu digo: a teoria sem prática é morta. Não é possível dissociar teorica e prática.

Trabalho. Do grego: tripalium. Instrumento de tortura usado para castigar os escravos que não se submetiam as autoridade do senhor. Labor. Do latim: dor. Todo aquele que não for masoquista deve querer se opor sempre a trabalhar. Todo aquele que não for sádico deveria querer banir para o esquecimento histórico essa atividade exploradora. O trabalho nasce da alienação. Sem alienação não há trabalho, só atividade criativa.
"O trabalho liberta" Portoes de Auschwitz

Agora estou indo... Tenho que pegar um avião....
Postado por Vic em 17:02

quinta-feira, agosto 29, 2002
algo em mim morreu hoje
estou de luto e indiferença


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RADIOHEAD - nice dream

They love me like I was brother
They protect me, listen to me
They dug me my very own garden
Gave me sunshine, made me happy

Nice dream

I call up my friend, the good angel
But she's out with her ansaphone
She says that she'd love to come help but
The sea would eletrocute us all

Nice dream

Nice dream
If you think that you're strong enough
Nice dream
If you think you belong enough

Nice dream



BON JOVI - something to believe in

I lost all faith in my god, in his religion too
I told the angels they could sing their songs to someone new
I lost all trust in my friends, I watched my heart turn to stone
I thought that I was left to walk this wicked world alone

Tonight I'll dust myself off
Tonight I'll suck my gut in
I'll face the night and I'll pretend
I got something to believe in

And I had lost touch with reason
I watched life criticize the truth
Been waiting for a miracle
I know you have too

Though I know I won't win
I'll take this one on the chin
We'll raise a toast and I'll pretend
I got something to believe in

If I don't believe in Jesus, how can I believe in Pope
If I don't believe in heroin, how can I believe in dope
If there's nothing but survival, how can I believe in sin
In a world that gives you nothing, we need something to believe in

If I don't believe in Jesus, how can I believe in Pope
If I don't believe in heroin, how can I believe in dope
If there's nothing but survival, how can I believe in sin
In a world that gives you nothing, I need something to believe in

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Hoje eu me senti extremamente oprimido pelo povo da UFC. Sim, oprimido pelo pensamento determinista (uma das forças ideológicas que eu mais combato nessa vida). Dizendo que meu pensamento é apenas uma "fase", que já "passaram por isso", que "pensavam assim na minha idade". Eu podia destruir esses argumentos de várias maneiras, mas vou expor apenas uma. Quer dizer que o meu destino é chegar a uma idéia e me prender a ela? Vou chegar a um conformismo? Vou estacionar minha ideologia? Não, por tudo que me é sagrado (em qualquer outro sentido que não o religioso) na vida, eu não terei minhas idéias estáticas e conformadas! Vocês mesmo afirmam que o ser nunca é o mesmo que há um instante atrás, e agora me vêm com essa que "quando você ficar mais velho, vai ver que as coisas são assim". Como eu disse, há inúmeras maneiras que eu tenho pra confrontar esse pensamento conservador, reacionário e, PUTA QUE PARIU, determinista de vocês, mas acho que nem preciso provar pra ninguém o que já provei a mim mesmo.
Desculpem-me se pareci agressivo, mas hoje foi a primeira vez que eu fiquei com um sentimento meio que de revolta em relação ao pessoal da UFC. Desapontei-me, principalmente, com a Érika, uma das pessoas (como eu disse e ninguém ouviu -- sim, Taco e Victor, como nos velhos tempos do PuNx!) que eu mais admiro na UFC.
Só pra constar, há três coisas que me ofendem muito, mas muito mesmo: ser chamado de superficial, de imaturo ou ter meus princípios morais questionados (não no caso de uma discussão a respeito de certo assunto e minha opinião ser posta em dúvida, mas no sentido de minhas idéias de base, minha moral ser posta em dúvida, ser desacreditada).
Mais uma vez, perdão se fui grosso ou ofendi alguém. Não era minha intenção.
E, pra Amanda, já que eu não pude terminar o meu argumento antes, aí vai, resumida e superficialmente, porque eu não acredito no livre arbítrio divino.
Ele diz que você é livre pra fazer o que quiser, certo? O tal livre arbítrio. Mas aí ele atribui valores e leis à sua liberdade. Ele não a restringe imediatamente (pelo menos ao que nos parece). Mas, ao final da sua vida, ele vai julgá-lo e, dependendo do que você fez em sua LIBERDADE, mandá-lo pro céu ou pro inferno. Isso é só a exposição, a conclusão você mesma tira.

Eu ainda tinha MUITO mais a dizer e esclarecer, mas graças a deus existe e auto censura e o alto preço da energia elétrica.
(Acho que só o Taco vai entender o sentido que quis dar a essa frase, mas quem se importa)
Postado por Pedro Lucas em 22:26

quarta-feira, agosto 28, 2002
:: "We all go a little mad sometimes" ::

To calm this girl down, to get her to listen, I tell her the story about my fish. This is fish number six hundred and forty-one in a lifetime of goldfish. My parents bought me the first one to teach me about loving and caring for another living breathing creature of God. Six hundred and forty fish later, the only thing I know is everything you love wil die.

"The bad news is we don't have any control. The good news is we can't make any mistakes"

"The same as if a tree falls in the forest and no one is there to hear it, you realize, if no one had been there to witness the agony of Christ, would we be saved?"

"And if Christ had died from a barbituate overdose, alone on the bathroom floor, would He be in heaven?"

"People don't want their lives fixed. Nobody wants their problems solved. Their dramas. Their distractions. Their stories resolved. Their messes cleaned up. Because what would they have left? Just the big scary unknown."

"Anybody's true nature is bullshit. There is no human soul. Emotion is bullshit. Love is bullshit."


Palahniuk... É aquilo que eu leio quando não tenho nada para fazer, mesmo que seja a 19837982734982583(...)a vez. Eu não me importo, ele devia ser meu pai. Ou, sei lá, meu amante. hehehe.
Foda-se. Ele é o ÚNICO que tem direito de sair por aí dizendo frases de efeito e se achando O foda. Ele pode. Ele é.


I have to believe in a world outside my own mind. I have to believe that my actions still have meaning even though I can't remember them. I have to believe that when my eyes are closed the world is still there. Do I believe the world is still there? Is it still out there? Yeah. We don't need mirrors to remind ourselves who we are. I'm no different. Now, where was I?" - Leonard em "Amnésia"
Postado por as coisas que nunca caem em 19:51

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